O programa Bem Estar, da TV Globo, dedicou o episódio #233 à dengue, uma das doenças infecciosas mais prevalentes no Brasil. Especialistas convidados esclareceram as principais dúvidas do público sobre a vacina contra a dengue e reforçaram as medidas para evitar os casos graves da doença.
Vacina contra a dengue: o que você precisa saber
A vacina Qdenga, aprovada pela Anvisa, está disponível na rede privada e, desde 2024, também no SUS para regiões prioritárias. É indicada para pessoas de 4 a 60 anos, independentemente de já terem tido dengue. O esquema vacinal é de duas doses, aplicadas com intervalo de três meses.
De acordo com estudos clínicos, a vacina reduz em aproximadamente 80% o risco de hospitalização por dengue e em cerca de 90% o risco de dengue grave. Os efeitos colaterais mais comuns são dor no local da injeção, febre baixa e dor de cabeça, que geralmente desaparecem em até 48 horas.
Principais dúvidas:
- Quem não pode tomar? Pessoas com alergia grave a algum componente da vacina, imunossuprimidos ou em tratamento com quimioterapia devem consultar um médico antes de se vacinar.
- Gestantes e lactantes podem tomar? A vacina não é recomendada para gestantes e lactantes, a menos que haja clara necessidade e avaliação médica.
- A vacina substitui a prevenção contra o mosquito? Não. A vacina é uma ferramenta adicional, mas a eliminação dos criadouros do Aedes aegypti continua essencial para controlar a doença.
Como evitar casos graves de dengue
Além da vacinação, a prevenção da dengue grave inclui cuidados individuais e coletivos:
- Eliminação de criadouros: verificar semanalmente se há água parada em vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas e caixas d'água.
- Proteção individual: usar repelente nas áreas expostas da pele, especialmente durante o dia, quando o mosquito é mais ativo. Roupas de manga longa e calças também ajudam.
- Telas e mosquiteiros: instalar telas em janelas e portas, e usar mosquiteiros sobre a cama, principalmente para crianças e idosos.
- Reconhecer os sinais de alarme: febre alta repentina, dor atrás dos olhos, dor muscular intensa, manchas vermelhas na pele. Se surgirem vômitos persistentes, dor abdominal intensa, sangramento de gengivas ou nariz, queda de pressão, procurar imediatamente o serviço de saúde.
O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para evitar a evolução para formas graves. A hidratação oral é a principal recomendação para os casos leves.
Para mais informações, o episódio completo do Bem Estar #233 está disponível no site do G1.