O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, viaja neste domingo (18) para Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde acompanhará pessoalmente os trabalhos de busca e captura dos dois detentos que fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró na última quarta-feira (14). A fuga é a primeira registrada em uma penitenciária federal de segurança máxima desde a criação do sistema, em 2006. A mobilização envolve centenas de agentes de diferentes forças e o uso de tecnologia avançada de monitoramento.

A fuga histórica

Os dois presos escaparam por uma obra do presídio, utilizando ferramentas improvisadas. A falha de segurança gerou uma crise no sistema penitenciário federal e levou a uma grande mobilização das forças de segurança. O governo federal enviou imediatamente equipes da Força Nacional e da Polícia Federal para reforçar as buscas na região. A Penitenciária Federal de Mossoró, inaugurada em 2009, é considerada uma das unidades mais seguras do país, com regime disciplinar diferenciado e rígido controle. A fuga representa um duro golpe na imagem de inviolabilidade do sistema penitenciário federal, que até então mantinha-se sem registros de evasões.

A operação de busca

Desde a fuga, centenas de agentes participam das buscas em uma região de mata densa e difícil acesso. Helicópteros, drones e cães farejadores foram empregados. A área de busca cobre a região de Mossoró e municípios vizinhos, com bloqueios em estradas e pontos estratégicos. A Polícia Rodoviária Federal também atua no cerco. As equipes utilizam equipamentos de visão noturna e sensores térmicos para localizar os fugitivos. A operação é coordenada pela Polícia Federal, com apoio da Força Nacional e das polícias estaduais do Rio Grande do Norte e do Ceará, estados que fazem divisa. A cada dia, o raio de busca é ampliado, mas a vegetação fechada e a baixa densidade populacional da região dificultam o avanço.

Cronologia da operação

Na quarta-feira (14), os detentos fugiram durante a madrugada, após cortarem grades e utilizarem um túnel improvisado em uma área de obras. Imediatamente, o diretor do presídio acionou a Polícia Federal. Na quinta-feira (15), equipes da Força Nacional chegaram ao local. Na sexta (16), as buscas se intensificaram com apoio aéreo. No sábado (17), houve uma reunião de emergência em Brasília com o ministro Lewandowski. No domingo (18), o ministro viaja a Mossoró para coordenar pessoalmente as ações.

A presença do ministro

Lewandowski vai a Mossoró para coordenar as ações e demonstrar empenho do governo na recaptura. Ele se reunirá com o diretor do presídio, comandantes da Polícia Federal e da Força Nacional, além do governador do Rio Grande do Norte, para ajustar a estratégia. A visita é vista como uma forma de pressionar as equipes e acelerar os resultados. O ministro também deve conceder entrevistas para informar a população sobre o andamento das buscas e as medidas que estão sendo tomadas.

Reforço na segurança

O ministro anunciou medidas para evitar novas fugas, incluindo a instalação de sensores eletrônicos, aumento do efetivo e revisão de protocolos. Também determinou a abertura de uma investigação para apurar responsabilidades pela falha que permitiu a fuga. O governo federal prometeu investir em tecnologia de monitoramento, como câmeras de alta definição e sistemas de alarme mais modernos. Entre as medidas previstas estão:

  • Instalação de sensores de presença e movimento nas áreas perimetrais;
  • Reforço da iluminação noturna e das rondas internas;
  • Revista mais rigorosa em materiais de obra e ferramentas;
  • Aumento do efetivo de agentes penitenciários federais na unidade;
  • Implantação de um sistema de monitoramento eletrônico contínuo das áreas de obra.

Repercussão política

A fuga gerou críticas de parlamentares e especialistas em segurança pública. Opositores do governo cobram explicações sobre a vulnerabilidade do presídio. Lewandowski defendeu a atuação do ministério e afirmou que as falhas serão corrigidas. A oposição também pediu a convocação do ministro para prestar esclarecimentos no Congresso. Deputados federais da base do governo tentam minimizar o incidente, mas a pressão por respostas rápidas aumenta. O Ministério Público Federal também abriu procedimento para investigar possíveis negligências na segurança da penitenciária.

Situação dos fugitivos

Até a chegada do ministro, os fugitivos continuam foragidos. A operação concentra esforços em uma área de vegetação densa, com apoio de inteligência policial. A expectativa é de que a presença do ministro intensifique as ações e aumente as chances de recaptura nos próximos dias. Os dois detentos são considerados de alta periculosidade, com condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e associação criminosa. A polícia acredita que eles possam estar recebendo auxílio de terceiros para se manterem escondidos.

Perguntas frequentes

Por que a fuga é considerada histórica?

É a primeira vez que um detento consegue escapar de uma penitenciária federal de segurança máxima no Brasil, desde a criação do sistema em 2006. O fato gerou comoção e levantou dúvidas sobre a eficácia do modelo.

Como os presos conseguiram fugir?

Segundo as investigações, eles utilizaram ferramentas improvisadas para cortar grades e abrir um túnel improvisado em uma área onde havia obras de reforma. A falha na supervisão da obra permitiu que escapassem sem serem notados.

O que Lewandowski pretende fazer em Mossoró?

O ministro vai acompanhar pessoalmente as buscas, reunir-se com as forças de segurança e coordenar as ações para recaptura dos fugitivos. Sua presença visa dar celeridade e demonstrar prioridade do governo federal.

Quais medidas foram anunciadas após a fuga?

Entre as medidas estão: reforço de efetivo, instalação de sensores eletrônicos, revisão de protocolos de segurança e abertura de investigação interna para apurar responsabilidades.

O sistema penitenciário federal é seguro?

Até então, nenhum preso havia escapado das penitenciárias federais, que são consideradas de segurança máxima. A fuga de Mossoró quebrou essa invencibilidade e levanta questionamentos sobre a necessidade de modernização dos sistemas de segurança.

Quantas penitenciárias federais existem no Brasil?

Atualmente existem cinco penitenciárias federais de segurança máxima: Catanduvas (PR), Mossoró (RN), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Brasília (DF). Todas seguem rígidos protocolos de segurança.

Conclusão

A ida de Lewandowski a Mossoró reforça a importância que o governo federal dá ao caso, enquanto a população local e nacional acompanha com apreensão o desenrolar das buscas. A recaptura dos fugitivos é prioridade, mas o episódio já levanta questões sobre a segurança do sistema penitenciário federal que precisarão ser respondidas a longo prazo. A expectativa é de que a operação seja bem-sucedida, mas o debate sobre a estrutura prisional brasileira está apenas começando.