Nas últimas horas, cresceu na Câmara dos Deputados um movimento para derrubar a prisão preventiva do deputado Chiquinho Brazão.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou as medidas, justificou que a prisão preventiva necessária para garantir a ordem pública, o bom andamento das investigações e evitar a destruição de provas.

A votação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara começou no dia 26 de março, mas foi interrompida por um pedido de parlamentares para ter mais tempo para analisar o caso.

O principal argumento de lideranças ouvidas pelo blog de que a manutenção da prisão enfraquece prerrogativas dos parlamentares.

Deputados alegam que o assassinato de Marielle aconteceu há 6 anos e, portanto, não há crime em flagrante para justificar uma prisão preventiva.

O movimento de autoproteção na Câmara ganhou força nestas duas semanas em que o caso ficou pendente na CCJ. Há incômodo de deputados também com o fato de os irmãos terem sido fotografados algemados enquanto desciam do avião da PF, enquanto o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi visto sem algemas.

O relator, deputado Darci de Matos, promete endurecer o tom: “Não dá para se esconder em prerrogativa de foro para justificar homicídio”.

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Originalmente Publicado: 9 de Abril de 2024 às 18:04

Fonte: g1.globo.com