O Ministério da Saúde emitiu um alerta nacional sobre a Febre do Oropouche, após a identificação de casos de transmissão vertical (da mãe para o bebê) associados a desfechos negativos na gravidez, como aborto espontâneo e microcefalia.
A doença, transmitida principalmente pelo mosquito Culicoides paraensis (conhecido como maruim ou mosquito-pólvora), tem se espalhado por diversas regiões do Brasil. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulares, tontura e sensibilidade à luz.
Desde o início do ano, o Brasil registra um aumento significativo no número de casos de Febre do Oropouche, com surtos na região amazônica e em outros estados. A preocupação do Ministério da Saúde se intensificou com a notificação de casos suspeitos de transmissão vertical. A pasta orienta que gestantes adotem medidas rigorosas de proteção contra picadas de insetos, como o uso de repelentes e mosquiteiros.
A investigação sobre a relação entre a Febre do Oropouche e as malformações congênitas está em andamento, coordenada por equipes de vigilância epidemiológica. O ministério solicita que todos os casos suspeitos em gestantes sejam notificados imediatamente para que seja feito o acompanhamento e a investigação adequados.
A comunidade científica acompanha com atenção os desdobramentos, comparando a situação com o surto de Zika vírus que ocorreu entre 2015 e 2016. A recomendação principal é a prevenção, com o combate aos criadouros do vetor e a proteção individual.
O vírus Oropouche é um arbovírus endêmico da região amazônica, mas que tem apresentado expansão geográfica. O alerta do Ministério da Saúde reforça a necessidade de intensificar a vigilância em todo o território nacional. As equipes de saúde foram orientadas a buscar ativamente casos de febre em gestantes e realizar o diagnóstico diferencial para outras arboviroses, como dengue, chikungunya e zika.
O órgão também está trabalhando na capacitação de profissionais de saúde para o manejo clínico correto e a notificação compulsória dos casos. A população, especialmente em áreas endêmicas, deve ser informada sobre os riscos e as formas de prevenção. A limpeza de terrenos e a eliminação de materiais orgânicos que possam servir de criadouro para o maruim são medidas essenciais.
Além disso, o Ministério da Saúde recomenda que gestantes evitem áreas com alta transmissão da doença e utilizem roupas que protejam o corpo, principalmente durante o amanhecer e entardecer, quando o vetor é mais ativo. A situação continua sendo monitorada de perto.