O jornalista, escritor e compositor Sérgio Cabral morreu no domingo (14 de julho de 2024), aos 87 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Unimed Rio. A causa da morte não foi divulgada. Cabral deixa um legado imenso para a cultura brasileira, especialmente para o samba. Ex-integrante da ala de compositores da Mangueira, é autor de sambas clássicos e de biografias de Cartola e Noel Rosa. Sua morte gerou grande comoção e motivou homenagens de escolas de samba, artistas, políticos e fãs. A Astratu reuniu as principais reações e detalhes sobre sua trajetória.

Vida e carreira

Sérgio Cabral nasceu em 1937, no Rio de Janeiro. Iniciou a carreira como repórter do Jornal do Brasil e atuou como cronista em O Globo e na revista Manchete. Ao longo de sua trajetória, destacou-se como pesquisador do samba e da música popular brasileira. Publicou livros fundamentais como "As Escolas de Samba do Rio de Janeiro" (1974) e biografias de Cartola (1996) e Noel Rosa (2008). Como compositor, integrou a ala de compositores da Mangueira e compôs sucessos como "Flor do Samba" (com Cartola) e "Faca Desembainhada" (com Beth Carvalho). Também foi presidente da União das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (UESB) e comentarista de rádio e TV.

Repercussão nas escolas de samba

A Mangueira, sua escola do coração, emitiu nota de pesar destacando a importância de Cabral como ritmista e compositor. A Portela, onde ele presidiu a UESB, ressaltou seu trabalho na organização do carnaval. A Beija-Flor, a Imperatriz Leopoldinense, o Salgueiro e a Unidos de Vila Isabel também se manifestaram, enaltecendo sua contribuição à preservação do samba. Todas as homenagens apontaram Cabral como um baluarte da cultura carioca. A União das Escolas de Samba do Rio de Janeiro divulgou nota oficial, destacando sua luta pela valorização do samba e dos artistas.

Homenagens de artistas

Grandes nomes da música brasileira lamentaram a perda. Beth Carvalho, parceira em "Faca Desembainhada", afirmou que Cabral foi um mestre e um amigo. Zeca Pagodinho disse que "o samba perde um de seus maiores defensores". Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Martinho da Vila e Paulinho da Viola também prestaram tributo. Fora do universo do samba, Caetano Veloso e Chico Buarque destacaram seu papel como pesquisador musical. Teca Calazans, viúva de Cartola, lembrou da amizade entre Cabral e o compositor. "Ele foi fundamental para manter viva a memória de Cartola", afirmou. Cantores como Alcione e Maria Rita também se manifestaram nas redes sociais, exaltando a contribuição de Cabral à cultura nacional.

Repercussão política

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, decretou luto oficial de três dias e afirmou que Cabral "é um patrimônio cultural do estado". O prefeito Eduardo Paes ressaltou sua atuação como jornalista. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota, destacando o papel de Cabral na defesa da cultura nacional e da democracia. O senador Randolfe Rodrigues e o deputado federal Marcelo Freixo também se solidarizaram. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou voto de louvor pela trajetória do jornalista. Diversas prefeituras do estado manifestaram pesar e reconheceram sua importância para a memória carioca.

Principais obras

  • Flor do Samba (com Cartola)
  • Faca Desembainhada (com Beth Carvalho)
  • Cartola (biografia)
  • Noel Rosa (biografia)
  • As Escolas de Samba do Rio de Janeiro
  • O Brasil de Noel Rosa (organizador)

Legado

A morte de Sérgio Cabral gerou grande repercussão na imprensa e nas redes sociais. Seu velório foi realizado na sede da Mangueira, com presença de personalidades do samba e admiradores. Ele será lembrado como um dos maiores sambistas e um defensor incansável da cultura carioca. O legado de Cabral permanece vivo em suas composições, livros e na memória do samba. Sua contribuição para a preservação da história da música popular brasileira é inestimável.

Perguntas frequentes

Quem foi Sérgio Cabral?
Sérgio Cabral foi um jornalista, escritor e compositor brasileiro, conhecido por suas biografias de Cartola e Noel Rosa e por sua atuação no samba carioca.
Quando e onde ele morreu?
Ele morreu no domingo, 14 de julho de 2024, no Rio de Janeiro, aos 87 anos.
Qual a causa da morte?
A causa da morte não foi divulgada oficialmente pela família ou pelo hospital.
Qual o seu legado?
Cabral deixou um legado de contribuições ao samba, à música popular brasileira e à preservação da memória cultural do Rio de Janeiro.
Onde foi o velório?
O velório foi realizado na sede da Mangueira, no Rio de Janeiro, com presença de amigos, familiares e admiradores.