A Polícia Civil do Rio Grande do Sul informou nesta segunda-feira (15) que já reuniu um "farto material" sobre o esquema de fraude envolvendo a loja virtual do influenciador e ex-participante do Big Brother Brasil, Nego Di (Dilson Alves da Silva Neto). A investigação, conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), apura crimes de estelionato e associação criminosa.
De acordo com as autoridades, a loja virtual "Lojinha do Nego Di" anunciava diversos produtos, como roupas, eletrônicos e itens de decoração. Após a compra e o pagamento, os consumidores não recebiam as mercadorias e enfrentavam dificuldades para obter reembolso ou contato com a empresa. Centenas de vítimas registraram boletins de ocorrência.
Nego Di, que ganhou notoriedade ao participar do BBB21, construiu uma base sólida de seguidores nas redes sociais, onde promovia sua loja. A confiança dos fãs foi abalada quando os relatos de golpes começaram a surgir em grupos de consumidores nas plataformas digitais. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, os agentes apreenderam computadores, celulares, documentos e outros dispositivos eletrônicos que podem conter provas do esquema.
O material apreendido passará por perícia para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos. Nego Di já havia se manifestado nas redes sociais, negando as acusações e afirmando que estava colaborando com a Justiça. No entanto, a Polícia Civil afirma que as evidências coletadas até o momento são robustas e indicam a existência de um esquema organizado de fraudes.
A polícia solicita que novas vítimas procurem a delegacia mais próxima para registrar a ocorrência, o que pode ajudar a fortalecer as evidências contra o investigado. O inquérito segue em andamento para apurar a totalidade dos prejuízos causados e a participação de terceiros. A expectativa é que o relatório final seja concluído nas próximas semanas.