O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, afirmou em depoimento na Câmara dos Deputados que a milícia no estado é um "câncer" para a sociedade. A declaração foi dada durante audiência da CPI que investiga o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Barbosa, que é investigado por suposto envolvimento no crime, negou as acusações e disse que sempre combateu os grupos paramilitares. A declaração gerou ampla repercussão e reacendeu o debate sobre a influência das milícias no Rio de Janeiro.

A CPI da Câmara dos Deputados tem como objetivo esclarecer as circunstâncias da morte de Marielle e identificar responsáveis. Rivaldo Barbosa foi convocado a prestar depoimento após surgirem indícios de que ele teria atuado para dificultar as investigações. Em sua fala, ele afirmou que nunca participou de nenhum esquema e que sua gestão foi marcada pelo combate às milícias.

"A milícia é um câncer que precisa ser extirpado" — declarou Barbosa durante a audiência.

Ele afirmou que, quando esteve à frente da Polícia Civil, promoveu operações contra milicianos e que sua atuação sempre foi pautada pela legalidade. A declaração foi criticada por alguns parlamentares, que consideraram insuficiente a postura de Barbosa; outros defenderam que ele reconheceu a gravidade do problema.

As milícias no Rio de Janeiro são grupos armados que exercem controle sobre comunidades carentes. Formadas por policiais, ex-policiais e agentes de segurança, essas organizações cobram taxas de "proteção" de moradores e comerciantes, além de atuar no tráfico de armas e em outras atividades ilícitas. Estima-se que estejam presentes em centenas de comunidades no estado, muitas vezes com a conivência de agentes públicos.

A ausência do Estado em áreas periféricas contribui para o avanço desses grupos. O problema é antigo e tem sido alvo de operações policiais, mas sem resultados definitivos. A fala de Barbosa repercutiu na imprensa e nas redes sociais, e especialistas em segurança pública lembraram que o combate às milícias exige ações coordenadas entre as polícias e o Ministério Público.

  • Milícias controlam territórios onde o Estado não chega.
  • Cobram taxas ilegais por serviços básicos.
  • Envolvem policiais e ex-policiais.
  • Estão ligadas a crimes como extorsão e homicídio.
  • O enfrentamento é complexo e requer políticas integradas.

Contexto do depoimento

Rivaldo Barbosa prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara que investiga o assassinato de Marielle Franco. Ele foi chefe da Polícia Civil durante a gestão do governador Wilson Witzel, e a CPI busca esclarecer as circunstâncias do crime e eventuais responsabilidades. Em sua fala, Barbosa afirmou que a milícia é um "câncer" e que sempre atuou no combate a esses grupos.

Ao ser questionado sobre sua atuação, disse que sua gestão foi marcada por operações contra milicianos e que nunca compactuou com ilegalidades. A comissão continua ouvindo testemunhas e analisando documentos para determinar se houve omissão ou participação de agentes públicos no crime.

Repercussões

A declaração de Rivaldo Barbosa foi amplamente repercutida pela imprensa brasileira. O caso ganhou destaque em portais como G1, UOL, Poder360 e outros. A expressão "câncer" usada pelo ex-chefe da Polícia Civil gerou debates nas redes sociais, com opiniões divididas entre os que acreditam em sua versão e os que veem a fala como tentativa de desviar o foco das investigações.

Entidades de direitos humanos e especialistas em segurança pública lembraram que as milícias atuam com forte poder de intimidação e que é necessário um esforço coordenado para desmantelá-las. O depoimento de Barbosa mostrou a complexidade do problema e reacendeu a discussão sobre a presença do Estado nas comunidades dominadas.

Perguntas Frequentes

O que são milícias no Rio de Janeiro?

São grupos paramilitares formados principalmente por policiais, ex-policiais e agentes de segurança. Eles controlam comunidades carentes, cobram taxas de moradores e comerciantes, e impõem sua autoridade à força, muitas vezes envolvendo-se em tráfico de armas e extorsão.

Quem é Rivaldo Barbosa?

Rivaldo Barbosa é delegado de polícia e foi chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele é investigado por suposto envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco, mas nega as acusações e afirma ter combatido as milícias durante sua carreira.

Qual a relação entre Rivaldo Barbosa e o caso Marielle?

Investigações apontam que ele pode ter atuado para dificultar as apurações sobre o assassinato. Barbosa nega e diz que sempre colaborou com a Justiça. A CPI da Câmara busca esclarecer seu papel e eventuais responsabilidades.

O que muda com a declaração de Barbosa?

A declaração reacendeu o debate público sobre a atuação das milícias no Rio e a necessidade de políticas mais efetivas de segurança. Especialistas consideram que, embora a fala tenha chamado atenção, são necessárias ações concretas para desarticular esses grupos.

O caso continua sendo acompanhado pela sociedade e pelas autoridades. A expectativa é que as investigações da CPI tragam mais esclarecimentos sobre a atuação das milícias e a responsabilidade de agentes públicos.