O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira, em debate no Congresso Nacional, que serão feitas mudanças nas regras do Programa Emergencial de Suporte a Empregos, a fim de ampliar o crédito para empresas com necessidade de recursos para folha de pagamento devido pandemia de Covid-19.

Entre as medidas estão a ampliação no faturamento em 2019 das eventuais beneficiárias, para R$ 50 milhões - atualmente vai de R$ 360 mil a R$ 10 milhões -; a manutenção de pelo menos 50% dos empregos - hoje não podem demitir por até 60 dias após pegar o dinheiro -; e extensão do prazo de adesão ao Pese por dois meses, para o final de agosto.

O governo liberou R$ 40 bilhões nessa medida para mitigar os efeitos econômicos do combate ao coronavírus.

Para o presidente do BC, a exigência de quitação previdenciária, a proibição de demissões e a cessão da folha de pagamento para o banco emprestador inibiram as empresas.

Para ele, o novo limite para faturamento ampliará os empréstimos em R$ 5 bilhões; e o novo prazo, em mais R$ 5 bilhões.

Em resposta ao deputado Francisco Jr., relator da comissão mista, Campos Neto disse que não há falta de cédulas para o pagamento do auxílio emergencial às pessoas em situação de vulnerabilidade.

Segundo ele, a Caixa Econômica Federal atingiu um patamar de aproximadamente 25 milhões de pessoas utilizando sistemas eletrônicos de pagamento.

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Originalmente Publicado: 1 de Junho de 2020 às 17:03

Fonte: Contabeis.com.br